Amzop mobilizada para evitar fechamento de hospitais

Reunidos em Seberi, no dia 10 de maio , prefeitos, dirigentes de hospitais, vereadores e de entidades empresariais decidiram intensificar a pressão junto ao governo do Estado para que seja regularizado o repasse dos recursos atrasados na área da saúde. O Hospital Comunitário foi representado pela assessora administrativa Zélia Pereira de Oliveira. Foi formada uma comissão de lideranças que irá se encontrar, na próxima semana, com o governador José Ivo Sartori e os secretários da Saúde, João Gabbardo e da Fazenda, Giovane Feltes, além do chefe da Casa Civil Márcio Biolchi.

O presidente do Hospital Comunitário Sarandi, Darlei Tasca, diz que foram feitas contratações com os Hospitais Filantrópicos além da previsão orçamentária, onde algumas Instituições foram beneficiadas e outras prejudicadas”. Tasca explica que “O hospital vem cumprindo com a sua parte. Atinge mensalmente as metas estabelecidas e o Estado está inadimplente com os seus compromissos. Os valores remuneratórios obedecem as tabelas SUS, defasadas há mais de 10 anos”.

O Hospital Comunitário Sarandi tem para receber do Estado mais de 500 mil reais correspondentes a quatro meses dos programas não pagos em 2016 referente aos atendimentos de Urgência/Emergência-(Samu e Portas Abertas) e o Programa de “Saúde Mental” correspondentes a quatro meses segundo o presidente Darlei Tasca.

A situação financeira dos hospitais das 19ª e 15ª coordenadorias de Saúde é dramática, pois ocorrem atrasos nos pagamentos dos serviços prestados pelos médicos, atraso no pagamento da folha dos servidores, além de atraso no pagamento dos fornecedores”, afirma o vice-presidente da Associação dos Municípios da Zona da Produção (Amzop), Gilson de Carli, que presidiu os trabalhos.

O presidente da Amzop, Nilson Dal Cortivo não estava presente em razão de participara da programação da Marcha a Brasília. Os prefeitos alegam que repassam regularmente os repasses dos convênios com as casas de saúde.

O encontro teve a presença de 150 lideranças que relataram as dificuldades para manter os hospitais em razão do atraso na destinação de recursos por parte do Estado. Segundo De Carli a comissão vai ‘exigir’ a regularização dos repasses, caso contrário será feito uma mobilização da população das regiões da Zona da Produção e Celeiro e todos irão acampar em frente ao Palácio Piratini”, alerta De Carli.

Os dirigentes de hospitais informam que começam a desativar quartos, reduzir o número de funcionários e suspender parte dos atendimentos à população. “Os hospitais estão quebrando, entrando em insolvência”. Estamos tratando da saúde das pessoas”, afirma a presidente do Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela, Mirna Braucks.

Para manter os serviços, a direções dos maiores hospitais, Divina Providência (HDP) de Frederico Westphalen, de Caridade (HC) de Palmeira das Missões, Santo Antônio (HSA) de Tenente Portela e

Caridade (HC) de Três Passos efetuaram financiamentos bancários. Os próprios diretores são avalistas das operações de crédito. “A população teme ficar sem atendimento e o clima de tensão aumenta”, alerta o prefeito Gilson de Carli.

Integrantes da diretoria da Amzop, o prefeito de Palmitinho, Luiz Carlos Panosso também apresentou

números em relação à situação financeira das casas de saúde. Os coordenadores de Saúde da 19ª CRS e da 15ª CRS também se manifestaram. Igualmente falaram diversos prefeitos, secretários de Saúde e dirigentes de hospitais. No final do encontro De Carli avaliou como ‘extremamente positiva’ a reunião e destacou a representatividade das pessoas presentes. ( Jose Leal) ( Fonte Divulgação Amzop).

darlei tasca            Darlei preocupado com situação do HCS